FOTO HISTÓRICA: O lendário Gêra de Manoel Lourenço de Serra Talhada

Por Paulo César Gomes
Essa foto histórica é dos poucos registros da vida de uma das figuras mais emblemáticas do cotidiano serra-talhadense da década de 1960, trata-se do boêmio de fama regional, Gêra de Manoel Lourenço (de palito escuro e lenço no bolso).
Gêra aparece nessa rara fotografia, e que pertence ao acervo de Antonio de Bia, trajando um dos seus inseparáveis ternos, é o segundo da direita para a esquerda. Ele morreu jovem, vítima de uma doença adquirida em função dos seus excesso no consumo de bebidas alcoólicas.
A vida de Gêra um verdadeiro paradoxo, era filho de um policial militar e por isso foi criado com muita disciplina, no entanto, ao longo da adolescência essa disciplina foi deixada de lado, e logo, Gêra tornou-se frequentador fiel dos ‘cabarés da Rua da Lama’, dos bares e botecos de Serra Talhada, e também de cidades vizinhas.
A fama de boêmio se deve ao seu carisma, mesmo não sendo um rapaz tido como bonito, era um sujeito extremamente galanteador e que gostava de andar sempre bem vestido, mas eram as suas repostas rápidas a perguntas embaraçosas ou sem muita objetividade que o tornaram uma verdadeira lenda em Serra Talhada.
De Gêra sempre se esperava uma reposta engraçada, direta e as vezes até irônica. Foi graças as essas características que muitas histórias e ‘estórias’ ainda hoje são atribuídas a sua pessoa.
HISTÓRIA E FOLCLORE:  A CHEGADA EM CASA APÓS MAIS UMA FESTA
Uma história bastante conhecida narra a chegada do boêmio em casa, vindo de uma festa realizada em Triunfo.
Já era de manhã quando Gêra entrou silenciosamente em casa e discretamente começou a tirar os sapatos.
Nesse momento entrou no quarto a sua mãe e antes que ele terminasse de tirar as meias, ela lhe perguntou:
– Chegando em casa uma hora dessa?
E Gêra como de costume respondeu rápido:
-Não mãe, estou saindo agora!
Ele então calçou os sapatos e foi novamente para a rua tomar mais umas cachacinhas.

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