A história da banda D.Gritos

Por Paulo César Gomes


Ricardo, Binga, Jairo e Camilo (1985)

O início

 

Em 1985, coincidentemente o ano em que foi criado o dia mundial do rock e da realização do 1º. Rock in Rio, surgiu em Serra Talhada, sertão de Pernambuco, um grupo que revolucionou o cenário musical do interior do estado e do Nordeste, era a banda D.Gritos, formada por jovens serra-talhadenses, eles quebraram tabus e preconceitos culturais e sociais que predominavam na época. Com letras fortes e autênticas eles conquistaram a juventude da sua geração. O nome é uma corruptela do The Beatles, grupo do qual Camilo Melo é fã.

Primeira formação da banda
Da esquerda para direita: Toinho, Jairo, Camilo, Edésio e Ricardo 

Foram três discos gravados, sendo que apenas um foi lançado, Barriga de Rei (1988/1989), os outros foram Traumas (1990) e Navegantes (1992). Mesmo sem apoio financeiro, a banda D.Gritos conseguiu vencer o Festival de Música Popular em Salgueiro, em 1987, e realizar shows em varias cidades de Pernambuco, Paraíba, Ceará e outros estados do Nordeste.

O sucesso

O sucesso obtido com músicas como “Escravos de Ninguém (Porra)”, “Loucos (Mayra)” e “Barriga de Rei”, proporcionou ao grupo apresentações em emissoras de TV em Recife-PE (TV Jornal, TV Tribuna, TV Universitária) e em Campina Grande-PB, além de matérias em jornais de grande circulação como o Diário de Pernambuco e Jornal do Commércio.

Segunda formação da banda. Encarte do disco Barriga de Rei (1989)

Escravos de Ninguém (porra)  (Camilo Melo /Ricardo Rocha)

Cara, talvez você não entenda mimha intenção
De não ser igual, de nãoo ser igual, eu não!

Inocentes, antes de tudo a gente esquece
Que já era, que já era tempo, tempo de tentar.

Porra… eu não nasci pra ser escravo de ninguém
E muito menos seria assim
Um idiota, eu não!

Porra… eu não serei escravo de ninguém
Só quero meu mundo
E que esses caras de fuzis, me deixem em paz.

Cara, talvez você não entenda mimha intenção
De não ser igual, de não ser igual, eu não!

Inocentes, antes de tudo a gente esquece
Que já era, que já era tempo, tempo de mudar.

Porra… eu não nasci pra ser escravo de ninguém
E muito menos seria assim
Um idiota, eu não!

Porra… eu não serei escravo de ninguém
Só quero meu mundo
E que esses caras de fuzis, me deixem em paz.

 

Barriga de Rei  (Camilo Melo)

Onde estão, as caras desses otários? hanrran hanrran hanrran.
Onde vão? penduradas no armário. hanrran hanrran hanrran.
A lugar nenhum.

Coleção de côcos vazios. hanrran hanrran hanrran.
Diversão, dizer-se vadios em lugar nenhum, em lugar nenhum.

Eu juro que vou sorrir,
Eu não entendo porque choram tanto.
Pra que licença pra sair
Se há um canto em qualquer canto. oh oh oh.

Onde estão as obras de arte? hanrran hanrran hanrran.
Foi lição, verdadeiro desastre, hanrran hanrran
Em lugar nenhum.

Ficarão papeis em branco.
Ficarão abandonados em pranto, hanrran hanrran
Em lugar nenhum.

Eu juro que vou sorrir,
Eu não entendo porque choram tanto.
Pra que licença pra sair
Se há um canto em qualquer canto. oh oh oh.

Barriga de rei, rei na barriga.
Antes que diga eu sei, eu sei não me diga.

A lugar nenhum. onde vão?
Onde estão? em lugar nenhum!
Onde vão? a lugar nenhum!
Onde estão? em lugar nenhum!
Onde vão? a lugar nenhum!
Onde estão? em lugar nenhum!
Onde vão? a lugar nenhum!

 

Loucos (Mayra) (Camilo Melo)

Ficarei sozinho
Pensando em alguém tão distante
Sem saber qual o rumo no meu quarto
Sem ligar.

Eu queria poder voar
Sentir frio não falha

Eu queria poder dizer
Estou sozinho, Mayra.

Se sentirem a falta
Logo esquecerão

Esse ar de louco
De rebelde na contramão

Desse lado está o fim
Eu nego o fato.

Eu tenho sono… Oh Mayra.

Estou sozinho
pensando no que tem o escuro.
Onde está a luz?

Não acende
Nem eu quero ligar.

Eu queria poder sorrir
Bem mais triste que esse sonho

O palhaço não sou eu aqui
Mas não deixa de ser estranho.

 

Os D. Gritos conseguiram ao longo do tempo escrever uma história muito peculiar, algo intenso e marcante, tanto no contexto musical regional, onde há uma preferência pelo forró, como pelas atitudes e as letras extremamente politizadas de Camilo Melo e Ricardo Rocha. Eles cantavam em alto bom tom: “Deixe o trem passar. Não arranquem os trilhos”(Grilos), era uma forma de expressar a vontade em conseguir o almejado reconhecimento e o sucesso a nível nacional.

Encarte do disco Barriga de Rei (1989)

A banda liderada por Camilo Melo, Ricardo Rocha, Jorge Stanley e que contou com a participação de outros integrantes como Cleóbulo Ignácio (Pinga) e Paulo Rastafári (vocal), Noroba (vocal) Jário Ferreira (guitarra e baixo), Doda, Toinho Harmonia (baixo e teclado), César Rasec (guitara solo), Derivan Calado (guitarra base) e Elton Mourato (baixo, guitarra solo e base), Girleno Sá (violão e guitarra), Nilsinho (percussão), Ditinho (teclado) e Edésio Expedito (bateria), construíram em pouco mais de oito anos um legado musical inigualável, uma história para ser registrada e nunca mais esquecida!

Apresentação da Banda D.Gritos na Missa do Poeta em 1989.

O legado musical

Ao contrário do que acontece com a maioria dos grupos musicais, a banda D. Gritos começou sem quer ninguém soubesse tocar nenhum instrumento. Mas, mesmo diante da falta de conhecimento, Camilo Melo e Ricardo Rocha, desafiaram a lógica e se aventuraram pelo mundo da música.

Em meados da década de 80 as rodas de violão em Serra Talhada aconteciam na Praça Sérgio Magalhães (banco da divá), na Concha Acústica e em frente à Escola Irmã Elizabeth. Nesses locais era comum a presença de Dema, João Grudi e Zé Orlando, ainda moleques, Camilo Melo e Ricardo Rocha, já participavam desses movimentos. Influenciados por esse cenário musical alternativo Camilo começou aprendeu a tocar violão e aproveitou para ensinar a Ricardo os
primeiros acordes.

Apresentação da Banda D.Gritos na Missa do Poeta em 1990.

Nesse período Camilo compôs a música “Escravo de Ninguém (Porra)”, que começou a ser tocada por ele e Ricardo em festas de aniversários e em apresentações em escolas. Essas apresentações rederam a dupla o apoio e a presença de amigos e admiradores que já começavam a cantar as músicas do repertório. Outro integrante da banda que entrou sem saber tocar foi Jorge Stanley, que teve que improvisar uma bateria pra poder aprender. Ele estudou muito, eram mais de 6 horas diárias tocando e sempre ouvindo som produzido pelo baterista Neil Peart da banda Rush. Logo ele já estava tocando em pé e de costas e também cantando, além dessas vertentes artísticas, ele foi peça fundamental em vários arranjos da banda.


 
                                                                               Quarta formação da banda
Da esquerda para a direita: Gisleno, Jorge, Camilo e Ricardo.

As influências musicais

 

A Banda D.Gritos foi muito influenciada por grupos nacionais como os Paralamas do Sucesso, Titãs, RPM, Biquíni Cavadão, e a nível internacional por bandas como Pink Floid e Smith, e regionalmente por Alceu Valença, Zé Ramalho, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, mais a grande referência foi a maior banda de Rock de todos os tempos, os The Beatles. Um fato interessante era que Ricardo Rocha era fã de carteirinha de Michel Jackson, chegando a ganhar um concurso de imitação do rei do pop.

Mesmo com todas essas referências, o trabalho do D. Gritos é único, ele é singular, pois não existe nenhuma semelhança musical com qualquer outra banda ou cantor. A maioria das músicas são composições de Camilo e outras e parceria com Ricardo, mas há também músicas solos inéditas de Ricardo e também em algumas em parceria com Jorge Stanley.

Entre as músicas gravadas como: “Escravos de Ninguém (Porra)”, “Barriga de Rei”, “Grilos”, “Quando Será Minha Vez”, “Medo da Verdade” possuem um forte conteúdo político e social. “Seduções e Imagens” têm um conteúdo religioso e profético, já “Loucos (Mayra)”, “Eu Sei”, “Romance Entre Abelhas” e “Coisas de Palhaços” são reflexos dos conflitos sentimentais e amorosos dos integrantes do grupo, uma pequena amostra da versatilidade e criatividade dos músicos.



 A genialidade de Camilo Melo e Ricardo Rocha

Há duas músicas em especial que mostram o potencial de Camilo e Ricardo em reproduzir o sentimento momentâneo e a transcrição de um projeto de vida. São elas: “Fogão de Lenha” e “Navegantes”. “Fogão de Lenha” foi uma resposta a uma pergunta preconceituosa, e de certa forma racistas, feita por um repórter do Diário de Pernambuco aos roqueiros pajeuzeiros e a outra “Navegante”, um resumo dos desafios, das dúvidas, das certezas e incertezas, dos sonhos e das batalhas vividas ao longo de oito anos de existência da banda.

Penúltima formação da banda D.Gritos
Da esquerda para direita: Ricardo, Jorge, Gisleno e César Rasec

A última música composta pela dupla foi “Homem Pó”, em 1991, foi um prenúncio da fatalidade que marcou a história do grupo. Essa música acabou sendo gravada por Camilo em 2008 em trabalho solo e que leva o nome do título da música.

 

Homem Pó (Camilo Melo/Ricardo Rocha)

 

Sentado estava o homem
Pensando e observando ao seu redor
Viu que havia medo
E as pessoas e seus segredos
Não estavam sós.

E procurava…
Mesmo com as armadilhas sob o pó.

Pó que cobre a terra
Terra que engole homens
Homens que se matam sem dó.

Vidas que nasciam
Vidas que morriam
Vidas que apenas se escondiam.

Veja seus filhos
Que criarão os seus filhos
Filhos de um homem que morre
Veja seus netos
Que criarão os seus netos
Netos de um homem que morre.

Em pé ficou o homem
Lembrou que há vários dias estava ali
Lembrou de seus três filhos em casa esperando
Pelo pai, homem sentado, que morre.

Correu desesperado
Não sabia onde morava
O nome de seus três filhos esqueceu.

E quase maluco
Em seus últimos minutos
Olhou pra terra e viu que era pó.

Veja seus filhos
Veja seus netos.

 

Navegantes (Camilo Melo/Ricardo Rocha)

 

Nós mudamos a dimensão daquilo que restou
Da lembrança de um lírio que brilhou
Pra dar ao verde o verde que se acabou
E pelo homem que foi e não voltou
E por nós mesmos, quando ninguém chorou.

E o eco gritado de uma voz
A razão torturada por todos nós
Aqui a esperar.

Se navegamos tanto sem parar
Não é motivo pra desistir
Ficar aqui e não lutar

Se nós lutamos tanto sem ganhar
Não é motivo pra desistir
Esse é um jogo que não pode parar.

E nós chegamos a desvendar todo o mistério
De uma batalha que ninguém vai ganhar
E de uma árvore que nunca vão derrubar.

E se o negro das idéias nos caçar
Nos desculpem mas não vamos nos calar.

E o eco gritado de uma voz
A razão torturada por todos nós
Aqui a esperar.

Se navegamos tanto sem parar
Não é motivo pra desistir
Ficar aqui e não lutar

Se nós lutamos tanto sem ganhar
Não é motivo pra desistir
Esse é um jogo que não pode parar.

Trajetória interrompida

A trajetória de sucesso da banda foi interrompida de forma trágica em 29 de agosto de 1993, quando realizavam o show de abertura da Festa de Setembro e de forma inesperada veio a falecer Ricardo Rocha, vitima de um choque elétrico, com apenas vinte e três anos. Muito do que Ricardo pensava foi traduzido em um pensamento escrito horas da sua morte:

 

“Existe gênios loucos,

e loucos sábio.

Por isso somos uma humanidade

Que vive no lambirinto escuro

Cuja luminosidade somos nós.”

 

A melhor narração dos fatos ocorridos naquela noite foi feita por Giovanni Sá, de forma poética e emocionada ele escreveu:

 

“O show transcorria na mais profunda relação de amor com o público. Já se passava um pouco mais da meia-noite, depois de dedicar uma canção carinhosa a um amigo que partira sem retorno, ao som da canção NAVEGANTES, “o menino maluquinho” caía no palco pra não mais se levantar e decretava ali a sua IMORTALIDADE. O companheiro Ricardo Rocha, tombava sob a luz dos holofotes coloridos e os aplausos de um público apaixonado, no meio dos seus companheiros inseparáveis. A BANDA D.GRITOS emudecia atônita, era difícil acreditar. A vida que levava sempre era cheia de desafios, afinal, ser músico em Serra Talhada nunca foi fácil.Aquela madrugada será inesquecível, por ser perfeita e tão belo, aquele show, alguém assistia ao show do “menino maluquinho”. Tamanha beleza e alegria tinham que ser divididas entre os mortais e as estrelas, que com certeza, acabaram de receber mais uma nessa imensa constelação de estrelas.” (Trechos do TRIBUTO AO COMPANHEIRO, “Crônica do Show Anunciado”, publicado no Jornal Desafio em setembro de 1993).

 

Com a morte de Ricardo chegou ao fim o D.Gritos, a maior banda de rock pop do interior pernambucano, era o fim de um sonho de jovens sertanejos que encontraram na música uma forma de se expressar, demonstrando as suas revoltas, suas frustrações e ilusões. Porém, o repertório musical da banda venceu o tempo, e uma prova disso é que elas continuam sendo executadas diariamente em rádios de todo o interior nordestino.

Músicas inéditas do terceiro e último disco da banda são publicados 26 anos depois

“Um importante acervo musical acaba de ser encontrado”, quem afirma é o escritor e pesquisador Paulo César Gomes, que em parceira com a Banda Kaêra e a Fundação Cultural de Serra Talhada, realizaram um tributo a Ricardo Rocha e a banda D.Gritos, em janeiro desse ano.

Foi durante o evento que o escritor recebeu da mãos do empresário serra-talhadense, Roberto Carvalho, hoje radicado em Petrolina–PE, cinco músicas do último disco da banda de pop rock e uma do músico falecido em 1993.

“Betão (Roberto Carvalho) me entregou em um pen drive gravações reproduzida de uma fita cassete com músicas do disco Navegantes, último da D.Gritos, gravado no estúdio DB3, em Recife, meses antes da morte de Ricardo. Esse é um achado ‘arqueológico’ importantíssimo, pois a matriz origem da fita foi perdida. Fico muito feliz por Roberto ter me dado a oportunidade de compartilhar esse importante trabalho do grupo, uma espécie de obra póstuma de Ricardo Rocha”, disse Gomes.

Nas gravações foram encontradas cinco músicas do disco, que originalmente continha 11 músicas. Entre as músicas encontradas está uma regravação de “Caminhos Cruzadas” (Ricardo Rocha/Camilo Melo), que havia sido gravado no disco “Traumas”, um outro single encontrado foi Selva no Asfalto (Ricardo Rocha/Jário Ferreira). A autenticidade do trabalho é confirmada por Jorge Stanley e Derivan Calado, músicos que participaram das gravações em Recife.

Segundo Paulo César Gomes, “provavelmente as canções faziam parte do lado A do LP e também da fita cassete”. As músicas mostram que a ideia da banda era o de continuar apostando em músicas autorais e buscando sintonia com o que era tocado nos anos 90 em todo o mundo. Eles apostaram em uma pegada mais pop e com forte presença dos teclados. Há que se registrar que Camilo Melo não participou das gravações deste disco porque deixou a banda em 1991”.

“O disco foi gravado em Recife. Participaram das gravações, Ricardo no vocal, César Rasec e Derivan nas guitarras, Toinho Harmonia nos teclados, Eltinho Mourato no baixo e eu na bateria”, relatou o Jorge Stanley. Já Derivan Calado explicou a divisão dos solos de guitarras: “Eu combinei com César que a gente alternaria nas músicas, então em algumas eu fiz os solos e em outras em fiz a guitarra base”.

ALEGRIA DA FILHA

Quem também não escondeu a alegria foi a filha de Ricardo Rocha, Jéssica Rocha. “Fico muito feliz em saber que ainda existe muita coisa gravada nas voz de painho. Agradeço a todos que curtem e fazem o possível para sempre está mantendo acessa a chama das músicas da banda D.Gritos e do meu amado pai”.

Links com as músicas publicadas no Youtube:

 

O reecontro da banda

Encontro dos ex-D.Gritos em 2010

Em 2010 a Prefeitura Municipal e a Fundação Casa da Cultura promoveram um Tributo a Banda D.Gritos, pela primeira vez em mais de dezessete anos alguns ex – integrantes do grupo Camilo Melo, Jorge Stanley, Gisleno Sá, Cesar Rasec e Nilsinho, voltaram ao palco e a som de “Escravos de Ninguém (Porra)” fizeram uma viagem no tempo. O destino de forma irônica colocou todos juntos no mesmo local onde ocorreu a tragédia com Ricardo Rocha. Na oportunidade Gisleno Sá deixou a seguinte mensagem:

“Não se pode falar da banda D.Gritos sem primeiro falar de Ricardo Rocha, como também não se pode falar de em Ricardo sem falar da banda D.Gritos. 17 anos se passaram e ficou aqui um arquivo de uma das melhores bandas de pop rock do sertão pernambucano que ficou no anonimato. Mais que virou história de Serra Talhada. E que ainda soa nos ouvidos de tanta gente, as músicas que deixaram saudades e de um poeta que ainda brilha lá no alto. De um sonho que não acabou, mas que ainda paira no ar e lembrança de um lírio que brilho”.

O reencontro histórico da banda D.Gritos só veio a comprovar que “eles mudaram a dimensão daquilo que restou”, que eles são “o lírio brilhou” e que o “eco gritado de uma voz” continua navegando pelo tempo, como se fosse uma eterna melodia!

 

 

No dia 19 de maio de 2013, foi o lançando o livro D.GRITOS – DO SONHO A TRAGÉDIA, do professor e pesquisador Paulo César Gomes, no Marco Zero de Serra Talhada, bem em frente a Igreja do Rosário.

O espaço ficou pequeno para abrigar os fãs do grupo, que embora tenha sido desfeita há 20 anos, depois da trágica morte de um dos seus líderes, Ricardo Rocha, que morreu no palco, durante uma apresentação em 1993, continua fazendo sucesso nas gerações atuais e a maior prova aconteceu agora, quando seus ex-integrantes, como Camilo Melo, Gisleno Sá, Jorge Stanley, Nilsão e Noroba, subiram ao palco para reviver os bons momentos da D.GRITOS.

O livro de Paulo César conta a história da formação até o fim daquela que é considerada a mais importante banda de Rock and Roll do sertão pernambucano, e serviu para acender ainda mais a paixão da nova geração pelo trabalho da banda.

Show em homenagem aos 20 anos da morte de Ricardo Rocha

 

Centenas de pessoas cantaram e se emocionaram com a apresentação da banda D’Gritos. O grupo, que não havia se reunido há 20 anos, depois da morte do vocalista Ricardo Rocha, voltou aos palcos e fez um show que contou com a participação de vários convidados. A D.Gritos se destacou como um dos melhores grupos de rock do Sertão pernambucano no início da década de 90, sendo vencedor de vários festivais na região chegando a gravar alguns LPs.

Mesmo após o fim da banda, vários sucessos se perpetuaram no tempo caindo no gosto das novas gerações. A apresentação dos D.Gritos foi marcada pelo intimismo e o forte cunho poético com a leitura de memórias e com os músicos recordando, ao final de cada canção, a sua relação com o vocalista Ricardo Rocha, o grande homenageado da noite, que morreu durante apresentação da banda na Festa da Padroeira em 1993.

 

Homenagem aos 30 anos do D.Gritos emociona músicos da banda em Serra Talhada

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No dia 06 de dezembro, na Chocolataria Gramado foi realizada uma homenagem a uma das bandas mais emblemáticas da cidade, o D.Gritos. O evento reuniu quatro dos músicos que marcaram a história da música da cidade, em meados dos anos de 1980. Nilsão, que fez a percussão do D.Gritos recebeu de Poliana Oliveira a homenagem concedida pelo escritor e historiador que contou a história da banda nas páginas de um livro.

Gisleno, o guitarrista base recebeu do seu pai Padre Custódio Sá a homenagem, que logo após emocionou todos contando sua relação pessoal com os músicos e relembrando o vocalista Ricardo Rocha. Giovanni Sá entregou a homenagem a filha de Ricardo Rocha, Jéssica Rocha que compareceu ao evento representando o pai. Michele Gomes entregou a homenagem ao baterista Jorge Stanley, que veio com a família de Salgueiro. Logo após Paulo César homenageou Camilo Melo, guitarrista solo do D.Gritos, que agradeceu em nome dos demais músicos. Viva D.Gritos!

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Tributo aos 50 anos de nascimento de Ricardo Rocha e aos 30 anos de gravação do disco Barriga de Rei.

 

Encontro de gerações e emoções. Este foi o resumo do evento realizado no dia 19 de janeiro de 2019, na Concha Acústica de Serra Talhada, celebrando os 50 anos de nascimento do cantor e compositor Ricardo Rocha (in memorian) e os 30 anos do lançamento do disco Barriga de Rei, um dos trabalhos mais populares da Banda D’Gritos, que fez história em Serra Talhada e região nas décadas de 80/90.

A chuva ao invés de afastar os fãs, acabou abençoando o momento, que contou com as participações de vários músicos da geração D.Gritos, entre eles, Camilo Melo, Noroba, Gisleno Sá, e Jorge Stanley, ex-integrantes da banda.

Ao fundo, o banner com o rosto de Ricardo Rocha, que morreu em agosto de 1993, em pleno palco na Praça Sérgio Magalhães, em Serra Talhada. O evento foi realizado pelo escritor e professor Paulo César Gomes, colunista do Farol, em parceria com a banda Kaêra. As imagens são de Max Rodrigues.

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